Animações explicam como o mercúrio do garimpo afeta a saúde da população na Amazônia

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Garimpos são responsáveis por contaminar rios e peixes devido ao mercúrio. Vídeos falam de como evitar essa contaminação a partir da alimentação

 Texto: Thaís Herrero | 09/11/2021

A contaminação de rios e peixes pelo mercúrio advindo dos garimpos ilegais na Amazônia são uma preocupação em relação à saúde da população local. Os peixes que são os mais populares no Amapá, por exemplo, estão entre os mais contaminados, mas uma alimentação balanceada, rica em vegetais e que evite os peixes mais perigosos são a chave para o bem-estar, evitando a contaminação por mercúrio.

Meses atrás, publicamos a animação “Nossos peixes têm mercúrio?”, que mostrava José, um menino da Amazônia que estava preocupado com a contaminação dos peixes em sua região. A saga, recheada de aprendizados, continua em dois vídeos.

No segundo episódio, “Mercúrio nas comunidades”, o médico explica como os índices de mercúrio são medidos em seres humanos e indica o resultado de estudos já realizados em comunidades da Amazônia. 

Esses estudos mostraram que nas comunidades onde se come todos os dias peixes carnívoros, as pessoas têm mais mercúrio no corpo. Alguns desses peixes são bagres, como o mandubé e pirarucu, tucunaré e trairão encontrados principalmente em grandes rios.

Já nas comunidades que comem peixes com frequência, mas que são pequenos, ou espécies como cangatá-amarelo, camorim, cachorro-de-padre, piramutaba, robalo, aruanã e de vez em quando um trairão médio, as pessoas estão com concentração intermediária de mercúrio no corpo.

Por fim, segundo os estudos, acumulam menos mercúrio as pessoas que comem alimentos mais variados, incluindo carne de outros animais, vegetais, raízes e frutas, e que também comem pequenos peixes que comem algas, como arraia, aracu, pacu, acari, sarda, branquinha, tainha e pirapitinga.

Confira o vídeo:

Peixes seguros e alimentação variada

No terceiro episódio, os personagens explicam sobre como diminuir o risco de serem contaminados por mercúrio e, para isso, dão prioridade a alimentos da região, como pupunha, açaí, banana e macaxeira.

“Se você come peixes seguros, junto com uma variedade de alimentos, evita se contaminar por mercúrio, o que fará com que o bebê em sua barriga nasça forte e saudável, e que essa criança curiosa aprenda coisas boas na escola e cresça forte”, diz o médico para José e sua mãe. Confira o terceiro e último episódio da série:

As animações foram produzida pela Frankfurt Zoological Society do Peru e traduzidas e adaptadas pelo Instituto Iepé e pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP-Fiocruz). Um de seus objetivos é ajudar as pessoas escolherem sua alimentação de forma consciente e segura, e informar sobre os riscos que o mercúrio traz à saúde. Na dúvida, como diz José, é sempre bom procurar um profissional de saúde.

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