Povos indígenas

Processos históricos em comum

Os povos indígenas que hoje habitam a faixa de terras que vai do Amapá ao norte do Pará possuem uma história em comum de relações comerciais, políticas, matrimoniais e rituais que remonta a pelo menos três séculos.

Essas relações até hoje não deixaram de existir nem se deixaram restringir aos limites das fronteiras nacionais, estendendo-se à Guiana Francesa e ao Suriname. Essa amplitude das redes de relações regionais faz da história desses povos uma história rica em ganhos e não em perdas culturais, como muitas vezes divulgam os livros didáticos que retratam a história dos índios no Brasil. No caso específico desta região, são séculos de acúmulo de experiências de contato entre si que redundaram em inúmeros processos, ora de separação, ora de fusão grupal, ora de substituição, ora de aquisição de novos itens culturais. Processos estes que se somam às diferentes experiências de contato vividas pelos distintos grupos indígenas com cada um dos agentes e agências que entre eles chegaram, dos quais existem registros a partir do século XVII.

É assim que, enquanto pressupomos que nós descobrimos os índios e achamos que, por esse motivo, eles dependem de nosso apoio para sobreviver, com um pouco mais de conhecimento sobre a história da região podemos constatar que os povos indígenas desta parte da Amazônia nunca viveram isolados entre si. E, também, que o avanço de frentes de colonização em suas terras não resulta necessariamente num processo de submissão crescente aos novos conhecimentos, tecnologias e bens a que passaram a ter acesso, como à primeira vista pode nos parecer. Ao contrário disso, tudo o que estes povos aprenderam e adquiriram em suas novas experiências de relacionamento com os não-índios insere-se num processo de ampliação de suas redes de intercâmbio, que não apaga – apenas redefine – a importância das relações que esses povos mantêm entre si, há muitos séculos, ‘apesar’ de nossa interferência.

Os registros históricos sobre o avanço das frentes de colonização na região a partir do século XVII permitem-nos comprovar que esta localização atual é resultante de um longo processo histórico de refúgio das populações indígenas, cujos movimentos ao longo do período colonial deslocaram inúmeros grupos a partir do litoral e do delta do Amazonas em direção ao interior do Amapá e do norte do Pará. Durante esse processo, povos que acumulavam uma longa história de relações entre si isolaram-se no decorrer dos séculos XVIII e XIX, em diferentes pontos de difícil acesso, tanto da várzea e da floresta, quanto das serras, campos e rios encachoeirados que cruzam a região. Foi nesta situação de refúgio que, a partir da virada do século XX, estas populações foram sendo novamente contatadas em ambos os lados da fronteira do Brasil com o Suriname e com a Guiana Francesa, desta vez não mais pelas antigas frentes de colonização, mas sim por frentes extrativistas, bem como por viajantes, missionários e, já no século XX, por representantes de órgãos assistenciais. Tendo avançado com propósitos diferenciados, estas novas frentes, principalmente de extrativistas e aventureiros, levaram consigo uma série de novas doenças aos grupos indígenas contatados, causando baixas populacionais significativas, sobretudo na primeira metade do século XX. Nesse contexto é que começaram a ser implantadas políticas assistenciais de saúde e educação por parte dos governos do Brasil e dos países fronteiriços, visando reverter esse quadro.

Tecelã de redes em algodão

É, portanto, à segunda metade do século XX que remonta não apenas o surgimento dos atuais grupos étnicos que povoam a região, como a implantação do padrão de ocupação territorial baseado na concentração das aldeias em torno de postos de assistência. A transformação dos amplos territórios e dos percursos historicamente trilhados – em função das redes de intercâmbio mencionadas acima – em ‘terras indígenas demarcadas’ é mais recente ainda, datando o início desse processo de menos de vinte anos.

Formação dos grupos étnicos

Todos os povos indígenas da região possuem modos particulares de se organizar e de ocupar os espaços em que vivem, através de calendários próprios. Possuem também normas de conduta e regras de etiqueta com base nas quais buscam viver bem entre si.

Um desses modos próprios de organização diz respeito à moradia. Seus lugares de moradia são constituídos pelas aldeias. Em cada aldeia, encontramos um certo número de casas de habitação, que varia de acordo com o número de famílias que residam no local. Em cada casa normalmente vive um casal com seus filhos e filhas solteiros, que corresponde ao que chamamos de família nuclear. Ao casarem-se, os homens costumam ir residir perto da casa dos sogros, seja ela na mesma aldeia ou em outra. Já as mulheres normalmente continuam morando perto de seus pais após se casarem, cabendo a seus maridos construírem sua nova moradia próxima à dos sogros, vindo a constituir o que chamamos de família extensa.

As aldeias

Dificilmente uma pessoa nasce, cresce, casa-se, tem filhos e morre na mesma aldeia, a não ser no caso daquelas aldeias que se tornaram sede de postos de assistência, como é o caso de Kumarumã, no rio Uaçá, já com mais de cinqüenta anos de existência. Ao contrário, as aldeias comuns que se encontram por toda a região, caracterizam-se por possuir um tempo de vida útil relativamente curto, que gira em torno de 5 a 10 anos – no máximo, 15 – e, se não surgirem problemas tais como desavenças internas, surtos de doenças, mortes, infestação de pragas, etc., ao longo desse período, é altamente previsível que o esgotamento da caça e dos demais recursos próximos, inevitável depois de um certo tempo, transforme-se no fator decisivo para o seu abandono e para a procura de um novo local.

Cada aldeia possui um fundador, que é considerado o ‘dono do lugar’, aquele a quem costumamos chamar de ‘chefe’, ou ‘cacique’, da aldeia. A principal função política de um chefe de aldeia é, enquanto estiver vivo, garantir que os moradores de sua aldeia permaneçam junto com ele, satisfeitos com seu modo de organizar a vida em comunidade e com seu modo de conduzir as relações com os membros de outras aldeias. Para tanto, um chefe de aldeia precisa saber conquistar aliados, não pela força nem pelo discurso autoritário, mas pela eficiência em suas tarefas e pela persuasão, porque ele é considerado ‘dono do lugar’, mas não ‘dono’ das pessoas que habitam aquele lugar. Por essa razão, não é obediência que um chefe de aldeia espera de seus co-residentes, mas cooperação e apoio.

Em conjunto, as aldeias de cada povo apresentam-se espalhadas ao longo de rios e igarapés, com graus de distância variáveis umas das outras. É comum que os moradores das aldeias mais próximas mantenham relações mais estreitas de intercâmbio de bens e de intercasamentos, mas não raramente esses intercâmbios ocorrem também entre moradores de aldeias distantes, tanto localizadas no Brasil quanto na Guiana Francesa e Suriname, onde também existem aldeias da maioria dos povos que vivem no lado brasileiro, como é o caso dos Galibi do Oiapoque, Palikur, Wajãpi, Wayana, Aparai e Tiriyó.

Roças

A intensa e constante mobilidade espacial é característica dos povos indígenas que vivem na região. Tal mobilidade reflete a diversidade das atividades de seu ciclo produtivo, bem como a escala familiar em que são realizadas essas atividades. O calendário de atividades agrícolas é resultado do acúmulo de experiências desses povos ao longo de sua história. É no início do verão, a partir de julho, que se começa a procurar os melhores locais para fazer as roças; no decorrer dos meses de julho a novembro, sucedem-se as etapas de preparo da área, que envolvem derrubada, queima e coivara. No início das chuvas, por volta de dezembro, há o plantio, sendo que a colheita realiza-se durante todo o ano, conforme a época de produção das espécies cultivadas. Dentre estas, a mandioca brava é, sem dúvida, a planta de maior abundância nas roças, base da alimentação em toda a região. Só para se ter uma idéia da diversidade de cultivares existente, entre os Wajãpi encontram-se 43 variedades; entre os Aparai e Wayana, 38; e entre os Tiriyó e Katxuyana, 42. Ela pode ser colhida durante o ano todo, a partir das diversas roças manejadas por cada família.

Esta atividade segue o modelo de agricultura tradicional de outras populações indígenas amazônicas, caracterizada pelo ciclo de corte, queima, plantio e pousio. O trabalho é realizado de forma independente por cada grupo familiar, conduzido por seu chefe, que organiza mutirões com seus filhos, irmãos solteiros, cunhados e agregados. Após a limpeza do terreno, as mulheres assumem as atividades de plantio das diversas roças que cada família abre, concomitantemente, nos diferentes pontos de sua zona de ocupação. Cada família possui, em média, três roças produtivas, além de várias capoeiras. Capoeiras são roças antigas, frequentadas de tempos em tempos, nas quais ainda se encontram frutas, sementes e outras espécies plantadas na passado. Em geral, além da mandioca, planta-se milho, macaxeira, batata-doce, banana, cará, jerimum, cana-de-açúcar, abacaxi, caju, melancia e várias outras espécies. Também se planta limão, laranja, e outras frutas, além de pimenta, cacau, fumo, urucum, flecha, algodão e cabaças nas roças e ao redor das aldeias.

Cada casal possui entre uma e três roças em diferentes estágios de desenvolvimento. As roças situam-se, preferencialmente, próximas à aldeia, em local escolhido ou aceito pelo fundador ou chefe da aldeia, de acordo com critérios como a qualidade do solo, o regime das chuvas (terrenos não alagadiços), a incidência de pragas (saúvas) e animais (porcos-do-mato, etc.)

Pesca e caça

No auge do verão, entre julho e setembro, os rios ficam bastante secos, facilitando a pesca. Com o campo seco no auge do verão, encontram-se com facilidade por toda a região os ninhos com os ovos, muito apreciados, de tracajá, jacaré e camaleão. No inverno as chuvas fazem o rio transbordar, tornando a pesca mais difícil. Nesse período caça-se mais, e o cuidado com as roças de mandioca é basicamente o de limpeza e manutenção. Ao longo do ano inteiro, não se pode dizer que haja exclusividade desta ou daquela atividade: normalmente, caça, pesca e coleta estão associadas entre si.

A caça é uma atividade muito valorizada entre os povos da região, e seus produtos são responsáveis pelo principal aporte proteico. Das espécies mais caçadas, destacam- se, dentre os mamíferos, antas, porcos-do-mato, veados, preguiças e macacos, especialmente o coatá, ou coamba; dentre os roedores, paca e cutia; dentre as aves, mutuns, araras, jacamins, tucanos, nambus, jacus e outras; dentre os répteis, jacarés e diversas espécies de quelônios. Para caçar, em geral usam-se espingardas. A adoção das armas de fogo fez com que o arco e a flecha passassem a ser raramente utilizados, a não ser pelas crianças, adolescentes e alguns homens mais idosos.

Se a caça é uma atividade exclusivamente masculina, a pesca, contrariamente, é realizada tanto pelos homens quanto pelas mulheres, que usam técnicas diferentes: as mulheres pescam com anzóis pequenos, à beira de lagoas próximas às aldeias ou acampamentos; os homens, na estação propícia, realizam expedições mais distantes, em que usam anzóis e tarrafas; no verão, as aldeias se reúnem para pescarias coletivas, quando em vários grupos, como entre os Aparai, Wayana, Zo’é e Wajãpi, usa-se timbó, sendo o trairão uma das espécies mais valorizadas.

Além da caça, outras atividades, em geral, exclusivamente masculinas são a derrubada, queimada e limpeza de roças e de novos assentamentos, construção de casas, e a produção de toda a parafernália doméstica em cestaria (abanos, cestos e recipientes, tipiti etc.). As mulheres são responsáveis pelo aprisionamento da água e do fogo, o preparo dos alimentos, o processamento de tubérculos para a produção de farinha, beiju e bebidas fermentadas, além de toda a produção em cerâmica (panelas e fornos para torrar beiju e farinha) e algodão (redes, tipóias, etc.). A ambos os sexos cabem as atividades de coleta, plantio e colheita dos produtos da roça e as grandes pescarias realizadas com timbó durante a estação seca. Durante o ano todo, são realizadas incursões na floresta para a caça e a coleta. A coleta é praticada com a mesma intensidade, complementando a dieta alimentar. Essas incursões mobilizam o casal ou, mais frequentemente, grupos de irmãos, de cunhados ou de pai e filhos. Nelas são obtidos: mel silvestre, açaí e bacaba, larvas de insetos, ovos de tracajá (nas praias, durante a estação seca), arumã para a confecção de cestaria, resinas vegetais, barro e argila para a produção de cerâmica e de tinturas minerais etc.

Em geral, pode-se dizer que, na região como um todo, nenhuma família indígena obtém ou produz os elementos necessários à sua manutenção e os recursos monetários de que necessita através de uma única atividade, mas através da conjugação da quase totalidade delas. Apesar de estarem engajados há muitos anos num processo que conjuga a diversificação de sua atividade produtiva e a aquisição e uso cotidiano de alguns bens industrializados, o padrão de consumo familiar dos povos indígenas da região tem se mantido estável. A produção de subsistência, principalmente na agricultura, somada à caça, à pesca, e à coleta, continua suprindo as necessidades das comunidades. A fartura alimentar gerada pelas produções locais resulta de um padrão cultural que garante – na produção agrícola – uma produção acima das necessidades, excluindo qualquer possibilidade de escassez. No que toca à caça, sua obtenção se tornou mais difícil nas imediações de aldeias já com muitos anos de existência, mas que não podem ser desativadas por abrigarem postos de assistência.

Mobilidade territorial

O padrão de ocupação concentrada surgiu em contraste com o padrão histórico de ocupação dispersa de múltiplas aldeias ao longo de bacias fluviais, e vigorou, sobretudo, entre os anos 60 e 70, quando a concentração em torno de postos de assistência facilitava aos índios o acesso à atenção médico-sanitária de que tanto precisavam. Porém o esgotamento da caça, da pesca e de todos os materiais indispensáveis ao cotidiano nos arredores desses postos, aliado a outros fatores, contribuiu para que, em questão de anos e em toda a região, o padrão concentrado passasse a coexistir com o antigo padrão de ocupação extensiva. Entre o fim dos anos 60 e meados dos 70 era possível contar nos dedos das mãos o número de aldeias espalhadas por toda a região que vai do Oiapoque ao Paru de Oeste, por exemplo, em 1983, contavam-se em torno de 40 aldeias. Em 2003, os Wajãpi do Amapari – que no início dos anos 70 chegaram a concentrar-se em volta de uma única aldeia-posto da Funai – distribuíam-se em mais de 30 aldeias dispersas por toda a área demarcada, e atualmente 95 aldeias estão espalhadas por toda a TIW. Em conjunto, somam-se atualmente na região como um todo, mais de 303 aldeias, com população variável em torno de 4 pessoas, nas menores, até em torno de 1650 pessoas, nas maiores, como é o caso da aldeia Kumarumã, no rio Uaçá, de população predominantemente Galibi Marworno. A média, porém, é de 30 a 60 pessoas por aldeia. Assim como o aumento do número de aldeias, todos os povos da região tiveram, nas últimas décadas, um aumento demográfico significativo. A retomada do modelo de ocupação e exploração territorial dispersa vem garantindo a manutenção da qualidade de vida destes povos, ao mesmo tempo em que possibilita a vigilância territorial.

Panorama linguístico

Na região encontramos povos falantes de três grandes famílias lingüísticas, a saber, Aruaque, Caribe e Tupi, além de grupos falantes de línguas crioulas.

Palikur Os Palikur, que vivem em ambos os lados da fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, possuem o palikur como idioma de origem. Com exceção de algumas pessoas mais velhas que são monolíngues, a maioria da população utiliza-se, no lado brasileiro, do patuá, ou crioulo francês, como língua de comunicação com os Karipuna e Galibi Marworno e, ainda, do português, em seus contatos com os brasileiros nãoíndios, assim como do francês, no país vizinho.

Aparai, Galibi do Oiapoque, Katxuyana, Tiriyó, Wayana Esses povos de línguas Caribe apresentam uma realidade multilingüística, pois vivem em ambos os lados da região em que o Brasil faz fronteira com o Suriname e com a Guiana Francesa. Assim, conforme suas experiências de contato entre si e com os demais habitantes dos países em que circulam, falam, além de suas línguas de origem, as línguas dos grupos com quem mantêm relações mais estreitas e, ainda, as línguas de um ou mais dos países fronteiriços da região. A língua aparai, pertencente ao grupo de mesmo nome, cuja população não ultrapassa 200 pessoas, tornou-se uma língua franca no rio Paru de Leste, onde vivem juntamente com os Wayana e os Tiriyó, e também com algumas famílias Katxuyana e Wajãpi. Já no rio Paru de Oeste, de população predominantemente Tiriyó e Katxuyana, o tiriyó tornou-se a língua franca na região, apesar dos Katxuyana continuarem falando entre si, em seu próprio idioma. Entre os Aparai, Wayana e Tiriyó, o domínio do português é muito pequeno. Já os Katxuyana, que provêm da região do rio Trombetas, com sua experiência de contato acumulada ao longo dos anos 50 com castanheiros e regionais, dominam melhor a língua portuguesa. Os Galibi do Oiapoque possuem como língua de origem o kaliña, mas, no Brasil, apenas os mais velhos do grupo falam em seu idioma. Em seus contatos com os demais povos indígenas da região do Uaçá, costumam utilizar o patuá, e com os não-índios, o português, ou o francês, se for o caso. Os mais velhos também conhecem razoavelmente o patuá holandês.

Os Wajãpi e os Zo’é falam suas respectivas línguas de origem, ambas pertencentes à família Tupi-Guarani. O wajãpi apresenta algumas variantes dialetais que permitem diferenciar seus falantes de acordo com tais variantes. A língua zo’é ainda é pouco conhecida no plano lingüístico. Entre os Wajãpi, praticamente todos os jovens dominam o português, porém a geração dos mais velhos é monolíngue, assim como a maioria da população zo’é, cujo contato com falantes do português é muito restrito. 

Karipuna e Galibi Marworno A língua adotada por esses dois grupos da região do Uaçá é o kheoul, ou patuá, falado em toda a bacia do rio Oiapoque, com algumas variações. Consta que os antepassados dos Karipuna falassem português, francês e nhengatu, porém o patuá é a língua que tomou vigor entre os atuais Karipuna. Entre os Galibi Marworno, consta que seus antepassados fossem falantes das línguas aruã e maraon

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