Estão abertas as inscrições para o JIAPICH, prêmio que reconhece ações de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial

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Instituto Iepé foi um dos vencedores do prêmio em 2025. Inscrições para a edição 2026 vão até o fim de abril

Texto: Iepé

Vencedores do JIAPICH 2025. À esquerda, Lúcia Szmrecsányi e Marina Kahn, representantes do Iepé (Foto: Divulgação JIAPICH)

O Prêmio JIAPICH acaba de abrir as inscrições para a sua 8ª edição. A iniciativa reconhece indivíduos, comunidades e organizações não governamentais que se dedicam à salvaguarda e revitalização do patrimônio cultural imaterial em todo o mundo. 

JIAPICH é uma sigla em inglês para Jeonju International Awards for Promoting Intangible Cultural Heritage ou Prêmio Internacional de Jeonju para a Promoção do Patrimônio Cultural Imaterial, em português. 

Jeonju é o nome da cidade no sudoeste da Coreia do Sul responsável pela entrega do prêmio. 

As inscrições começaram dia 1º de fevereiro e vão até 30 de abril. Clique aqui para fazer sua inscrição. A cerimônia de entrega da premiação acontece em setembro de 2026. 

Placa de reconhecimento entregue ao Iepé na 7ª edição do prêmio JIAPICH (foto: João Bourroul/Instituto Iepé)

O trabalho do Iepé foi um dos três premiados edição de 2025, sendo escolhido entre 90 organizações não governamentais de todos os continentes. Em 2026 o Instituto é um dos embaixadores da premiação.

Instituto Iepé: histórico de ações voltadas ao patrimônio imaterial 

Desde sua fundação, em 2002, o Iepé mantém como uma de suas prioridades o reconhecimento do patrimônio cultural material e imaterial indígena. 

Em 2003, o Iepé contribuiu para o reconhecimento da arte gráfica Wajãpi como patrimônio imaterial do Brasil e sua inscrição na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco. 

Atualmente, o Instituto apoia associações indígenas em pedidos junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – entre as artes em processo de reconhecimento estão os grafismos dos povos Wayana e Aparai, além do txama txama, tipo de coroa feita com penas de gavião-real e arara pelos povos Kahyana e Katxuyana.

Nos seus mais de 23 anos de história, o Instituto também produziu diversas publicações especializadas sobre patrimônio imaterial, com os antropólogos da organização participando de eventos acadêmicos para abordar aspectos do patrimônio cultural dos povos indígenas com os quais atuamos. 

De forma semelhante, e com atenção à divulgação desse patrimônio, os profissionais do Iepé têm coordenado importantes exposições etnográficas e de arte indígena realizadas nos últimos anos, tanto no país quanto fora dele.

Ainda no âmbito internacional, o Instituto atua em redes, parcerias interinstitucionais, coletivos e colaborações para defender os direitos culturais dos povos indígenas, incluindo o respeito e a proteção ao seu patrimônio cultural. Desde 2024, o Iepé é uma das organizações da sociedade civil credenciadas para exercer funções consultivas na Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.

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